sexta-feira, 13 de abril de 2012

... e eu a pensar que era só por cá...


Alemanha
Funcionário público reforma-se depois de 14 anos sem "mexer uma palha"
Num e-mail de despedida enviado a 500 colegas, o funcionário público admite que passou os últimos 14 anos "sem fazer nada", o que, ironiza, o preparou bem para a reforma. 

Os colegas fizeram a mensagem chegar a um jornal e, desde então, está a provocar uma onda de indignação na Alemanha
"Desde 1998, eu estava presente, mas não estava realmente ali Portanto estarei bem preparado para a reforma. 'Adieu'", escreveu o homem, de 65 anos, no e-mail que enviou aos colegas, na despedida.
O agora reformado gabava-se ainda de ter ganho mais de 725 mil euros "sem mexer uma palha".

O que o ex-funcionário do estado alemão de North Rhine-Westphalia não estava à espera era de ver a sua mensagem chegar aos jornais. Mas foi isso mesmo que aconteceu.
"Não tenho nada a dizer sobre o assunto", limitou-se a dizer aos jornalistas que o procuraram, depois de receber o e-mail, reecaminhado pelos colegas, furiosos.

O homem, que não foi identificado, trabalhava como fiscal desde 1974, mas, nos últimos 14 anos ter-se-á visto sem nada para fazer, uma vez que o serviço terá contratado duas pessoas para fazer o mesmo trabalho. "Claro que eu tirei vantagem da situação", comentou.

O autarca da cidade de Menden, Volker Fleige, já veio a público para dizer que ficou furioso quando recebeu uma cópia do agora famoso e-mail.



terça-feira, 10 de abril de 2012

Governo Quer Mais Trabalho Com Menos Dinheiro


Hoje vem uma notícia do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado a reclamar que o Governo quer que os funcionários públicos trabalhem mais por menos dinheiro.
Bom, sobre o dinheiro temos de dividir entre a malta velha e a malta nova. Os mais novos não ganham tanto quanto isso… já os velhotes…

Mas no que toca ao trabalho o mal é generalizado.
Hoje o debate da manhã passou pela vitória do Sporting e sobre a justiça do resultado e o resto da manhã foi passado a debater quem tinha o computador mais recente e melhor. Trabalho que é bom… não aconteceu.
Alias, já passa da hora de almoço e ainda ninguém regressou!

Portanto, é natural que o Governo queira que se faça mais trabalho, por menos é igualmente natural porque quem entra ganha menos do que quem sai, mas na verdade, mais trabalho é que é uma coisa complicada.
Está instituído que não se pode acabar tudo hoje, é preciso deixar trabalho para amanhã.
Isto é curioso porque aqui há dias um colega apareceu muito indignado com os outros porque ele tinha sempre muito trabalho, mas ele próprio colocou a hipótese de ser ele a ter um método pouco produtivo. 
Calei-me…


segunda-feira, 9 de abril de 2012

...e o povo pah??




Passos Coelho começa a assumir que não voltaremos aos mercados em 2013, ou seja, começa a abrir o véu que andaram em campanha a omitir as coisas esperando que um milagre surja e salve o país.
A verdade é que o discurso é exactamente o mesmo que ele à meses atrás condenava.
Sócrates dizia que o país estava bem governado, mas estava a lidar com a crise internacional, ou seja, com factores externos. 

Hoje é Coelho que diz que depende dos factores externos para que surja a recuperação.
Francamente olho para o fulano e vejo-o com os olhos do homem morto.
Passos Coelho segue de mentira em mentira, a tentar convencer-nos, tal como todos os políticos do passado que a culpa, essa é dos que o precederam e obviamente da conjuntura internacional.
Usando os seus próprios discursos, Coelhinho, temos pena, mas com o problema dos outros posso eu bem.
Estava agora a ler a notícia que a ministra Cristas vai aumentar o preço da água. Segundo ela é o único modo de tornar as águas economicamente viáveis.

Ou isso ou torna-las apetecíveis à privatização tal como fizeram e estão a fazer com a electricidade? Será mais isso?
Sabemos quem são os monstros gordos que andamos a alimentar, mas continuamos a alimenta-los em silêncio.
Fomos atacados pelo medo. Passam o tempo a dizer “Ou pagamos ou ainda vai ser pior…” mas a verdade é que vai de pior em pior.
Se é para ser mau que seja de uma só vez, acabe-se com o Euro em Portugal, passemos a ter as nossas próprias regras, o nosso próprio mercado e a nossa própria agenda.
Que se lixem as politicas de privatização, que o povo possa falar, que se matem os gordos que já nos roem os ossos. 

Eu não preciso de nenhum Coelho ou nenhum Seguro. Preciso é de saber que amanha, para o mês que vem, para o ano tenho dinheiro para pagar as minhas contas.
Hoje o medo não é de estar doente, é medo de fazer parte dos pseudo-15% de desempregados.
Ontem vi uma reportagem de uma senhora que não tem dinheiro para ir ao médico. O Coelho diz que não tem dinheiro está isento, a senhora dizia que não tem é 20 euros para pagar a viagem ao médico.
O palhaço do Coelho e todos os que por lá andam, falam sem conhecer o país e vão-nos comendo com tranquilidade.

Conjuntura internacional… chulos nacionais, e nós, as putas a dar ao cu para sustentar estes malandros todos.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Agitação Laboral

Um problema da função pública é que nada é muito controlado. Mesmo chefes, os mais novos chefes de outra geração, já não estão rotinados para a velocidade da função pública, mas resmungam um pouco da lentidão e lá se conformam que é mesmo assim…

Na realidade é impossível que as coisas sejam rápidas. Esta malta considera como sendo normal que durante a hora de trabalho se façam coisas que não estão relacionadas com o trabalho.
Por exemplo, no outro dia um colega lia os jornais on-line e comenta: “Os chefes devem querer funcionários informados da actualidade, como tal temos de ler as notícias do dia…”.

Portanto, justifica-se a hora de lazer com a necessidade que os chefes, pretensamente têm, em ter funcionários actualizados das notícias do dia como sendo esse um factor discriminatório das suas funções.
Neste dia-a-dia feito a um quarto-de-gás, os motivos de preocupações fogem completamente da compreensão do comum dos mortais. As preocupações reportam a coisas pequenas como o vestuário dos colegas, os vencimentos de cada um ou algum extra ganho mais ou menos justamente, as promoções, que são invariavelmente consequência de apadrinhamentos ou graxismo.

A verdade é que os dias são passados em grande tranquilidade, mas quando acontece alguma coisa, há logo grande agitação. Esta semana soube-se que o pessoal iria mudar de poiso, mas não sabendo nem quando nem onde, passou-se o dia a ver quem tinha o melhor leque de contactos para se saber em detalhe como iriam ser as mudanças.
Ficou-se mais ou menos na mesma, mas pelo menos cada um deu o seu ponto de vista e lá se passou uma semana sem se trabalhar praticamente nada, ainda menos do que é costume.



(Principio: Cobrar caro para facilitar barato)