Passos Coelho começa a assumir que não voltaremos aos
mercados em 2013, ou seja, começa a abrir o véu que andaram em campanha a
omitir as coisas esperando que um milagre surja e salve o país.
A verdade é que o discurso é exactamente o mesmo que ele à
meses atrás condenava.
Sócrates dizia que o país estava bem governado, mas estava a
lidar com a crise internacional, ou seja, com factores externos.
Hoje é Coelho que diz que depende dos factores externos para
que surja a recuperação.
Francamente olho para o fulano e vejo-o com os olhos do
homem morto.
Passos Coelho segue de mentira em mentira, a tentar
convencer-nos, tal como todos os políticos do passado que a culpa, essa é dos
que o precederam e obviamente da conjuntura internacional.
Usando os seus próprios discursos, Coelhinho, temos pena,
mas com o problema dos outros posso eu bem.
Estava agora a ler a notícia que a ministra Cristas vai
aumentar o preço da água. Segundo ela é o único modo de tornar as águas
economicamente viáveis.
Ou isso ou torna-las apetecíveis à privatização tal como
fizeram e estão a fazer com a electricidade? Será mais isso?
Sabemos quem são os monstros gordos que andamos a alimentar,
mas continuamos a alimenta-los em silêncio.
Fomos atacados pelo medo. Passam o tempo a dizer “Ou pagamos
ou ainda vai ser pior…” mas a verdade é que vai de pior em pior.
Se é para ser mau que seja de uma só vez, acabe-se com o
Euro em Portugal, passemos a ter as nossas próprias regras, o nosso próprio mercado
e a nossa própria agenda.
Que se lixem as politicas de privatização, que o povo possa
falar, que se matem os gordos que já nos roem os ossos.
Eu não preciso de nenhum Coelho ou nenhum Seguro. Preciso é
de saber que amanha, para o mês que vem, para o ano tenho dinheiro para pagar
as minhas contas.
Hoje o medo não é de estar doente, é medo de fazer parte dos
pseudo-15% de desempregados.
Ontem vi uma reportagem de uma senhora que não tem dinheiro
para ir ao médico. O Coelho diz que não tem dinheiro está isento, a senhora
dizia que não tem é 20 euros para pagar a viagem ao médico.
O palhaço do Coelho e todos os que por lá andam, falam sem
conhecer o país e vão-nos comendo com tranquilidade.
Conjuntura internacional… chulos nacionais, e nós, as putas
a dar ao cu para sustentar estes malandros todos.

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