Um problema da função pública é que nada é muito controlado.
Mesmo chefes, os mais novos chefes de outra geração, já não estão rotinados
para a velocidade da função pública, mas resmungam um pouco da lentidão e lá se
conformam que é mesmo assim…
Na realidade é impossível que as coisas sejam rápidas. Esta
malta considera como sendo normal que durante a hora de trabalho se façam
coisas que não estão relacionadas com o trabalho.
Por exemplo, no outro dia um colega lia os jornais on-line e
comenta: “Os chefes devem querer funcionários informados da actualidade, como
tal temos de ler as notícias do dia…”.
Portanto, justifica-se a hora de lazer com a necessidade que
os chefes, pretensamente têm, em ter funcionários actualizados das notícias do
dia como sendo esse um factor discriminatório das suas funções.
Neste dia-a-dia feito a um quarto-de-gás, os motivos de
preocupações fogem completamente da compreensão do comum dos mortais. As
preocupações reportam a coisas pequenas como o vestuário dos colegas, os vencimentos
de cada um ou algum extra ganho mais ou menos justamente, as promoções, que são
invariavelmente consequência de apadrinhamentos ou graxismo.
A verdade é que os dias são passados em grande
tranquilidade, mas quando acontece alguma coisa, há logo grande agitação. Esta
semana soube-se que o pessoal iria mudar de poiso, mas não sabendo nem quando
nem onde, passou-se o dia a ver quem tinha o melhor leque de contactos para se
saber em detalhe como iriam ser as mudanças.
Ficou-se mais ou menos na mesma, mas pelo menos cada um deu
o seu ponto de vista e lá se passou uma semana sem se trabalhar praticamente
nada, ainda menos do que é costume.
(Principio: Cobrar caro para facilitar barato)

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