segunda-feira, 12 de março de 2012

Álcool e o Trabalho


Em todas as empresas por onde passei, e no contacto que tenho feito com amigos noutras empresas, sejam públicas ou privadas, a palavra de ordem é segurança. Aqui há uns anos fui a uma empresa que inclusive, na entrada tinha um relógio que marcava à quanto tempo não haviam acidentes. 

Curiosamente enquanto lá estava, um sujeito caiu de uma escada e partiu uma perna…
Por aqui, a palavra de ordem em nome da ausência de acidentes foi o teste do balão para verificar a alcoolemia dos funcionários.

O principio é engraçado, uma vez que se fores a uma tasquinha próximo de um edifício da função publica, irás com certeza encontrar indivíduos desde cedo a beber cerveja, martinis, bagaço… é ao gosto de cada um.
Conforme surgiu a ideia dos testes, também desapareceu. Não percebi bem porque é que tinha desaparecido. Francamente pensei que se devia ao facto da função publica ficar sem quase ninguém para trabalhar.
Recentemente descobri que o motivo estava longe de ser esse. O problema é que quem faz os testes e os quadros médios também carregam bem na bebida e com toda a certeza que também eles teriam de ser testados e feitos os respectivos relatórios.

Ora se eu sei que existem acidentes por causa do álcool, ou potenciados pelo mesmo, mas eu também tenho de ser avaliado, se eu posso eliminar esse teste desvalorizando-o ou minimizando as quantidades para ocasiões pontuais, porque não irei faze-lo para poder continuar a beber um meu copinho ao almoço?
Ora ai está, não se fazem testes porque mesmo quem manda iria ser penalizado!
Assim perpetua-se a boa disposição depois de almoço onde todos ficam mais animados e despreocupados com a crise.


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