Em todas as empresas por onde passei, e no contacto que
tenho feito com amigos noutras empresas, sejam públicas ou privadas, a palavra
de ordem é segurança. Aqui há uns anos fui a uma empresa que inclusive, na
entrada tinha um relógio que marcava à quanto tempo não haviam acidentes.
Curiosamente enquanto lá estava, um sujeito caiu de uma
escada e partiu uma perna…
Por aqui, a palavra de ordem em nome da ausência de
acidentes foi o teste do balão para verificar a alcoolemia dos funcionários.
O principio é engraçado, uma vez que se fores a uma
tasquinha próximo de um edifício da função publica, irás com certeza encontrar indivíduos
desde cedo a beber cerveja, martinis, bagaço… é ao gosto de cada um.
Conforme surgiu a ideia dos testes, também desapareceu. Não
percebi bem porque é que tinha desaparecido. Francamente pensei que se devia ao
facto da função publica ficar sem quase ninguém para trabalhar.
Recentemente descobri que o motivo estava longe de ser esse.
O problema é que quem faz os testes e os quadros médios também carregam bem na
bebida e com toda a certeza que também eles teriam de ser testados e feitos os
respectivos relatórios.
Ora se eu sei que existem acidentes por causa do álcool, ou
potenciados pelo mesmo, mas eu também tenho de ser avaliado, se eu posso
eliminar esse teste desvalorizando-o ou minimizando as quantidades para
ocasiões pontuais, porque não irei faze-lo para poder continuar a beber um meu
copinho ao almoço?
Ora ai está, não se fazem testes porque mesmo quem manda
iria ser penalizado!
Assim perpetua-se a boa disposição depois de almoço onde
todos ficam mais animados e despreocupados com a crise.

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