Há por aqui pessoal que não sei se são aliens, se são
alienados. Alguns assumem-se logo, mas esses que se assumem, desconfio sempre
que se fazem passar mais põe alienados do que são.
Estou-me a lembrar já de repente de três sujeitos.
O primeiro não faço ideia do que faz, mas de aparência é
muito semelhante à representação de deficiente mental nos filmes com a temática
no período medieval.
Pescoço a descer, ligeiramente inclinado para um dos lados e
depois a cabeça a virar para cima a compensar a descida do pescoço. Um caminhar
semelhante a quem vai com um pé na estrada e outro no lancil do passeio. Cara
sem expressão.
Em todo o tempo que aqui estou, apenas o vi a rir-se uma
vez. Poderia ser apenas falta de sentido de humor, mas foi a única expressão
facial que lhe vi!
O segundo alien é fisicamente semelhante ao primeiro, mas a
cabeça está devidamente alinhada. É um sujeito marginal e marginalizado. Este
sujeito tanto poderia estar aqui como numa rua sombria da cidade e ter na mão
um pacote de cartão de vinho. Se pensares num vagabundo, consegues a imagem
correcta deste sujeito. Falta só o pacote de vinho!
Este sujeito não faço ideia o que faz porque para se
trabalhar é preciso parar num sítio, excepto se o indivíduo for estafeta ou
paquete. Não é o caso, mas garantidamente é a cadeira menos usada do edifício,
quase se confundido com mobília nova.
Entra pela sala, para atrás de cada um, está ali uns tempos
parado a ver o que se faz e depois segue viagem. É indiferente o que o sujeito
passa estar a fazer. Tanto faz ser um filme pornográfico como uma tabela cheia
de números. Ele para demoradamente a … ver?
O terceiro alien é uma personagem de cartoon. Magro, de
grandes olhos e a dizer coisas que só fazem sentido para o pessoal do planeta
dele.
Fala pausadamente e com grandes paragens para,
aparentemente, ponderar o que vai dizer, e até percebes bem as palavras. Não se
consegue é tirar dali sentido.
Eu sei que ele comunica, às vezes vejo-o ao longe a falar e
a malta responde-lhe. Mas deve ser tipo os filmes de aliens em que eles assumem
uma forma humana para assustar, e assim, às vezes, quando juntos falam na sua língua
e entendem-se!
Há ainda a hipótese de ser um génio e eu não ter capacidade
para o entender…

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