sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Calhou-me na rifa...

Os colegas são como a família. Não os podemos escolher!
Em determinado ponto da minha vida profissional era “chefe” de três mulheres.
Uma delas já me acompanhava há algum tempo, uma rapariga anafada, sempre na companhia da sua prima ainda mais anafada, e que trabalhar não era com ela. Era mais relevante andar a visitar as lojas e ao telefone a falar dos últimos cosméticos e afins…

Outra sujeita era uma rapariga baixa e magra. Não comunicava muito, mas tinha sempre consigo livros enormes para ler. O acesso à internet resumia-se a consultar o email pela manhã.
A terceira sujeita era um mulherão sempre com uns belos decotes para arregalar a vista. Vinha referenciada como boa funcionária de uma instituição bancária. Descobri rapidamente que aquilo era uma embalagem fantástica mas sem conteúdo no dia em que lhe disse “Fazes copy neste documento e fazes paste para aqui…”

Ela olhou para mim com aquela cara de quem tenta tirar algum sentido de alguém que fala uma língua diferente. Nunca consegui explicar-lhe muito bem o conceito e tenho a ideia que ela nunca chegou a perceber muito bem o que é que tinha para fazer. Alias, percebeu bem. Em pouco tempo já andava em almoços com os chefes…
Um dia ela atrasou-se ou borrifou para mim e chego
u francamente tarde sabendo que eu esperava por ela para ir para a minha refeição. Quando voltou, entrou já a despedir-se.

“Calma, muita calma… agora vou eu comer e tu ficas aqui a fechar a tasca. No fim, desligas os computadores, apagas a luz e levas-me a chave ali ao restaurante…”

Passado algum tempo foi-me entregar a chave e no fim da refeição volto ao meu espaço laboral. Chego à porta e vejo as luzes dos computadores (cerca de trinta) todas ligadas a piscar freneticamente…
O que é que ela desligou? Os monitores!

Um botão de um computador não é algo ao acesso de todas as mentes e é melhor confirmar os conhecimentos de alguém antes de lhe fazer um pedido por mais simples que seja…

(foto retirada da net exemplificativa do aspecto da colega)

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