Sabes aquela frase: “quem te ouvir não te leva preso…”?
E quantas vezes olhaste em teu redor no teu local de
trabalho e te deparaste com essa situação?
Se esta frase faz sentido quando te olhas ao espelho, se
calhar é melhor abdicares de continuar a ler!
Ao longo do tempo vais apanhando pessoas que ou não querem
parecer burras, ou têm vergonha de dar parte fraca ou francamente pensam que
sabem mais do que na realidade sabem, mas como diria o outro, já está tudo
inventado, portanto não inventes e pergunta!
O primeiro momento “Quem te ouvir não te leva preso”
força-me a fluir no tempo quase duas décadas!
Na altura trabalhava numa empresa toda cheia de novas
tecnologias e foi contratada uma rapariga que trazia no seu curriculum a
experiencia de trabalhar com essas novas tecnologias numa grande empresa,
daquelas que fazem o CV brilhar.
A este curriculum podíamos adicionar um decote de dois
palmos, daqueles que dá para ver a cor da cueca!
Em determinado dia, ficou na minha competência encerrar a
instalação e essa jovem estava lá para me acompanhar nessa jornada.
A rapariga, por qualquer motivo que julgo prender-se com os
atributos físicos, julgava que as regras do jogo não se aplicavam a ela e
decidiu ausentar-se do trabalho até que lhe apeteceu!
No seu regresso, tinha em mente agarrar nas suas coisinhas e
seguir para casa, no entanto decidi que a menina estava a abusar da paciência e
“forcei-a” a avançar para o fecho da instalação enquanto eu tratava de jantar.
Pedi-lhe três tarefas: “Desliga os computadores, apaga a luz e leva-me a chame
ao restaurante aqui ao lado…”.
Quando me foi devolver a chave, naturalmente confirmou que
tinha cumprido com todas as tarefas e eu continuei o meu jantar. Relembrar que
ela trazia, para além do decote, um CV que dizia que vinha com experiencia de
uma grande empresa nestas tecnologias!
Acabo o jantar, regresso e vejo que toda a sala parece uma árvore
de natal. Desligou os monitores todos e deixou todas as caixas ligadas…
Mas havia mais sumo desta laranja…
Em determinada altura estava a ensina-la a preencher uns
formulários.
E digo eu: “…epá, ai vais ao documento X fazes
copy&paste e já está…”
Responde ela: “copy&paste??? Que é isso?
Fiz uma pausa silenciosa…
Eu: “vais ao texto que queres copiar, seleccionas com o
rato, fazes ctrl+C e depois vais ao local onde queres colar e fazes ctrl+v”
Ela olhou demoradamente para o teclado e pergunta: “onde
está essa tecla do control C?”
Este era daqueles casos em que o ideal é olhar para a
embalagem a uma distância segura e ficar na ilusão de algo extraordinário…
(atenção, isto não é anedota!!!)

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