quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Fugindo...


Na vida, temos sempre alguma coisa da qual fugimos.

Começamos por fugir da amiga da mãe que encontramos na rua, que nos lixa sempre, seja porque vai contar à mãe onde estávamos, com quem estávamos e sobretudo que horas eram, e porque enquanto ali está frente aos amigos, irá com certeza embaraçar-nos com palavras que não iríamos querer ouvir naquele preciso momento, ou melhor, nunca!

Mais tarde fugimos dos Jeovás. Que me desculpem aos que são, mas a verdade é que 98% de nós, sempre que vos vê, se possível, fugimos. Não fugimos quando já devoram uma vitima, quando estão distraídos ou quando efectivamente já estão do outro lado da rua.

Tentamos fugir aos promotores dos diversos produtos, mas ultimamente, aparecem-nos à porta. (Ainda estou sem palavras sobre a promotora da empresa Triple Play…)

Obviamente fugimos do chefe, sobretudo quando o trabalho já era suposto estar feito, mas ainda não está porque estou a escrever o blog.

Aqui há tempos contaram-me uma história de uma senhora de oitenta anos que dizia ao marido que sexo não podia ser que estava menstruada.
Hoje, e para ser franco, todos os dias, assisto ao colega do fundo a fugir ao colega Charlot.

A desculpa é: “VOU CAGAR!!!”
O colega Charlot também poderia ser definido por colega “lapa” e é preferível simular uma coliga, uma urgência intestinal, ser alvo de piadas sobre o funcionamento dos intestinos, do que ter que aturar o sujeito todos os dias com a mesma conversa.

Felizmente, hoje estava ao telefone e também fugi de fininho enquanto outro colega, o apostador, ficou lá a ser fustigado ao mesmo tempo que olhava para mim com aquele olhar que é um misto de raiva por eu conseguir fugir e aquele olhar de cão abandonado a pedir clemência.

Segui-me com os olhos até eu entrar no edifício…
Não voltei a olhar para trás!



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