Na vida, temos sempre alguma coisa da qual fugimos.
Começamos por fugir da amiga da mãe que encontramos na rua,
que nos lixa sempre, seja porque vai contar à mãe onde estávamos, com quem
estávamos e sobretudo que horas eram, e porque enquanto ali está frente aos
amigos, irá com certeza embaraçar-nos com palavras que não iríamos querer ouvir
naquele preciso momento, ou melhor, nunca!
Mais tarde fugimos dos Jeovás. Que me desculpem aos que são,
mas a verdade é que 98% de nós, sempre que vos vê, se possível, fugimos. Não
fugimos quando já devoram uma vitima, quando estão distraídos ou quando
efectivamente já estão do outro lado da rua.
Tentamos fugir aos promotores dos diversos produtos, mas
ultimamente, aparecem-nos à porta. (Ainda estou sem palavras sobre a promotora
da empresa Triple Play…)
Obviamente fugimos do chefe, sobretudo quando o trabalho já
era suposto estar feito, mas ainda não está porque estou a escrever o blog.
Aqui há tempos contaram-me uma história de uma senhora de
oitenta anos que dizia ao marido que sexo não podia ser que estava menstruada.
Hoje, e para ser franco, todos os dias, assisto ao colega do
fundo a fugir ao colega Charlot.
A desculpa é: “VOU CAGAR!!!”
O colega Charlot também poderia ser definido por colega “lapa”
e é preferível simular uma coliga, uma urgência intestinal, ser alvo de piadas
sobre o funcionamento dos intestinos, do que ter que aturar o sujeito todos os
dias com a mesma conversa.
Felizmente, hoje estava ao telefone e também fugi de fininho
enquanto outro colega, o apostador, ficou lá a ser fustigado ao mesmo tempo que
olhava para mim com aquele olhar que é um misto de raiva por eu conseguir fugir
e aquele olhar de cão abandonado a pedir clemência.
Segui-me com os olhos até eu entrar no edifício…
Não voltei a olhar para trás!

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