Aqui há uns anos, um professor disse assim:
“Meus caros, eu bem sei que há por ai uns sujeitos de uma
determinada faculdade, que quando acabam o curso, estão formatados para serem
chefes de alguma coisa…”
Isto foi dito na sequência do esclarecimento que para além
da formação académica, é necessária igualmente experiência.
Mas a verdade é que os meninos que estudam nessa mui nobre
instituição acabam de sair de lá e vão efectivamente para chefes de alguma
coisa para desespero de alguns, para gáudio de outros (como eu).
No outro dia discutia com um colega um trabalho. Ele tinha
argumentos que julgava validos, e eram, eu tinha outros argumentos que eram
igualmente validos, mas que obviamente para mim eram mais validos que os dele.
A assistir, e com a palavra final, o chefe. O chefe olhava num misto de
espectador de jogo de ténis com burro a olhar para um palácio.
No mesmo dia, passadas algumas horas, o chefe encontra-me
num corredor e questiona-me:
“Estavam a falar de quê?”
Estes fulanos dão-me particular prazer quando eu não tenho
vontade de fazer nada porque podemos dizer a maior asneira que existe que para
eles está correctíssimo.
Quando é que isto se torna desesperante?
Quando eles surgem com uma ideia nova!

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