sábado, 5 de abril de 2014

Quão difícil é agrafar?

Já leste daquelas notícias que normalmente surgem dos EUA de pessoas que ganham causas em tribunal que cá nem sequer são consideradas?


Falo por exemplo das empresas serem obrigadas a colocar avisos do tipo “Bebida quente, pode provocar queimaduras severas” numa máquina de café! Ou numa garrafa de água “Abrir por aqui”.
A pergunta é normal e recorrente: “que tipo de idiotas existe nos EUA para terem que colocar aquele tipo de avisos?”

E quando menos esperas, tens um, que é teu colega e está sentado ao teu lado!
Este é o típico gajo com pinta, aquele que as mulheres partilham no facebook como a imagem de homem que querem, e o representante que não há homens bonitos e inteligentes e heterossexuais. Desta tripla, alguma coisa tem de falhar. Eu, por exemplo, sou feio, resta-me a esperança na inteligência e a certeza na heterossexualidade!

Bom, este pintarolas já faz uns dias entrou em conflito com um equipamento que desconfio ser necessário vir com manual de instruções e talvez até, seja necessária formação específica para o seu uso. Falo do agrafador!

Os primeiros sinais que algo não estaria a correr bem foi quando não conseguia agrafar nada de jeito. Podia ser defeito do equipamento, mas testei-o e ainda que não seja uma peça de engenharia alemã, verificou-se que tinha um funcionar aceitável.

Como não gosto de ser desmancha-prazeres, deixei-o continuar a tentar. Reparei que pelo caminho agrafou o dedo!

Eu fiz o mesmo, a diferença é que fi-lo quando tinha 7 anos!

A coisa passou-se até hoje…

Começou com as mesmas dificuldades em agrafar papel, nesse complexo e árdua tarefa de juntar umas quantas folhas, coloca-las na abertura entre a parte superior e inferior do agrafador e pressionar o polegar na superfície superior do aparelho enquanto se apoia o mesmo com a parte interior da mão.
Invariavelmente ou partia os agrafos ou ficavam de tal ordem dobrados que não seguravam folha nenhuma. Isto foi andando até que acabaram os agrafos…

O pior foi depois!
Pegou num daqueles conjuntos de agrafos e teve por objectivo atestar o equipamento.
Eu só cheguei no fim do “trabalho” e tive algum trabalho em perceber o que aconteceu.

Bom, o agrafador tem no seu interior uma peça com uma mola que empurra os agrafos até ao seu local de saída. Essa peça, para se atestar o agrafador é puxada primeiro para trás e depois para cima, colocam-se os agrafos e faz-se o processo inverso. De fácil percepção para quem está a ver o equipamento.

O jovem só compreendeu a parte de puxar para trás. Como a unidade de agrafos não cabia na ranhura, decidiu então fracciona-la em pequenas parcelas de cinco ou seis agrafos. A inteligência não abundava e a habilidade também não!

Os pequenos conjuntos começaram a encavalitar uns por cima dos outros e o sujeito tentou endireita-los com uma caneta. Quanto mais enfiava a caneta, mais separava agrafos tornando-os inutilizados e dificultando a vida aos que sobravam.
Quando cheguei, o jovem tinha dado cabo da caixa de agrafos estando estes espalhados em cima da mesa, na melhor das hipóteses em conjuntos de dois.

Parou porque acabaram os agrafos e por que eu cheguei, porque tenho a certeza que a esta hora ainda estaria a tentar lá colocar um a um, todos alinhadinhos no agrafador… 

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