Já leste daquelas notícias que normalmente surgem dos EUA de
pessoas que ganham causas em tribunal que cá nem sequer são consideradas?
Falo por exemplo das empresas serem obrigadas a colocar
avisos do tipo “Bebida quente, pode provocar queimaduras severas” numa máquina
de café! Ou numa garrafa de água “Abrir por aqui”.
A pergunta é normal e recorrente: “que tipo de idiotas
existe nos EUA para terem que colocar aquele tipo de avisos?”
E quando menos esperas, tens um, que é teu colega e está
sentado ao teu lado!
Este é o típico gajo com pinta, aquele que as mulheres
partilham no facebook como a imagem de homem que querem, e o representante que
não há homens bonitos e inteligentes e heterossexuais. Desta tripla, alguma
coisa tem de falhar. Eu, por exemplo, sou feio, resta-me a esperança na inteligência
e a certeza na heterossexualidade!
Bom, este pintarolas já faz uns dias entrou em conflito com
um equipamento que desconfio ser necessário vir com manual de instruções e
talvez até, seja necessária formação específica para o seu uso. Falo do
agrafador!
Os primeiros sinais que algo não estaria a correr bem foi
quando não conseguia agrafar nada de jeito. Podia ser defeito do equipamento,
mas testei-o e ainda que não seja uma peça de engenharia alemã, verificou-se
que tinha um funcionar aceitável.
Como não gosto de ser desmancha-prazeres, deixei-o continuar
a tentar. Reparei que pelo caminho agrafou o dedo!
Eu fiz o mesmo, a diferença é que fi-lo quando tinha 7 anos!
A coisa passou-se até hoje…
Começou com as mesmas dificuldades em agrafar papel, nesse
complexo e árdua tarefa de juntar umas quantas folhas, coloca-las na abertura
entre a parte superior e inferior do agrafador e pressionar o polegar na superfície
superior do aparelho enquanto se apoia o mesmo com a parte interior da mão.
Invariavelmente ou partia os agrafos ou ficavam de tal ordem
dobrados que não seguravam folha nenhuma. Isto foi andando até que acabaram os
agrafos…
O pior foi depois!
Pegou num daqueles conjuntos de agrafos e teve por objectivo
atestar o equipamento.
Eu só cheguei no fim do “trabalho” e tive algum trabalho em
perceber o que aconteceu.
Bom, o agrafador tem no seu interior uma peça com uma mola
que empurra os agrafos até ao seu local de saída. Essa peça, para se atestar o
agrafador é puxada primeiro para trás e depois para cima, colocam-se os agrafos
e faz-se o processo inverso. De fácil percepção para quem está a ver o
equipamento.
O jovem só compreendeu a parte de puxar para trás. Como a
unidade de agrafos não cabia na ranhura, decidiu então fracciona-la em pequenas
parcelas de cinco ou seis agrafos. A inteligência não abundava e a habilidade também
não!
Os pequenos conjuntos começaram a encavalitar uns por cima dos
outros e o sujeito tentou endireita-los com uma caneta. Quanto mais enfiava a
caneta, mais separava agrafos tornando-os inutilizados e dificultando a vida
aos que sobravam.
Quando cheguei, o jovem tinha dado cabo da caixa de agrafos
estando estes espalhados em cima da mesa, na melhor das hipóteses em conjuntos
de dois.
Parou porque acabaram os agrafos e por que eu cheguei, porque
tenho a certeza que a esta hora ainda estaria a tentar lá colocar um a um,
todos alinhadinhos no agrafador…

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