Ontem passei por uma situação curiosa.
Fui substituir um colega de outro departamento que faltou.
Trabalho que nunca fiz, não faço nem quero vir a fazer.
No entanto lá fui…
A meio do dia apareceu o “chefe” que pratica chefiança!
Nunca tínhamos trabalhado juntos, apesar de falarmos
frequentemente.
Parou, olhou para mim e diz: “Estamos apresentados…”, numa
clara insinuação que não estava a ajudar em nada.
De facto não estava, mas nem sequer era por não querer
ajudar. Pareceu-me antes que os meus conhecimentos nulos da tarefa, iriam muito
mais atrapalhar do que ajudar e se há coisa que detesto é estar a fazer algo
para a qual não sei fazer, sobretudo quando há gente em redor que sabe o que
está a fazer e precisa de tudo menos de um “empata”.
Eu pelo menos quando é ao contrário, prefiro que estejam
quietos!
Ainda assim a primeira reacção foi justificar-me e
defender-me.
Mas essa reacção tão depressa veio como passou!
A questão é simples:
Numa próxima situação em que alguém falte, não sou “escolhido”
para substituir o afortunado.
Hoje em dia as coisas funcionam muito no princípio da polivalência
e há coisas para as quais não quero ser polivalente.