quarta-feira, 28 de março de 2012

Sem nada para fazer...


Logo da minha vida de trabalhador entrei para uma empresa que tinha pouco tempo de existência. Aproveitou os subsídios de incentivo às novas empresas e lá nasceu a tal empresa.
Calhei lá de pára-quedas. 

Na entrevista disseram-me no que consistia o meu trabalhão, pareceu-me aceitável face ao que eu esperava. O ordenado não era grande, mas para começar nem era mau.
Quando comecei meteram-me numa sala com bastante luz… a ver mapas de Portugal.
Foi assim um dia, dois, três…

Durante um mês não fiz mais nada senão ver o mapa de Portugal, fumar uns cigarros, apanhar frio enquanto fumava e falar de futebol. Às vezes, um alentejano na mesma condição que eu animava a coisa contando umas anedotas.

Aquilo era uma espécie de prisão com direito a ir dormir a casa ou uma espécie de convívio forçado.
Mais tarde acabei por desistir daquele emprego quando passei a mendigar parcelas do ordenado para poder meter gasolina, imagine-se, para voltar para a prisão.

“Epá, ao menos arranjem aí 5 contos para meter gasolina para vir trabalhar…”
O dia de hoje é em tudo semelhante aos dias que por lá passei sem fazer nada com a vantagem que tenho internet para fazer o tempo passar!


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