Há por aqui uma personagem, cada vez que me liga, fico logo
a bufar. A personagem tem aspecto de boneco do south park construído de peças
de formato esférico mas de aparência débil. Uma espécie de Eusebiosinho do Eça
de Queiroz, de contornos anafados mas frágil de saúde. Aquele aspecto de quem
precisa de ir passar uma temporada para umas termas para um sitio recôndito do
país.
O sujeito começa logo por ter um azar na vida, é do
Sporting, e cada vez que se diz “Sporting”, começa a rezar entre-dentes e numa sequência
de vernáculo só interrompida pelo trabalho.
Para quem se lembra do cão Muttley das “Corridas
mais Loucas do Mundo”, quando começa a rosnar… tal e qual! Aliás, agora que
penso nisso, qualquer coisa que se lhe diga, rosna. Fala-se do chefe, rosna,
fala-se de política, rosna, fala-se de colegas, rosna. Com certeza que quando
falam de mim, rosnará com alguma intensidade porque francamente meto os
trabalhos dele sempre para 2º plano.

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