terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Histórias de Casa de Banho


O local mais constrangedor onde podes estar fora de casa é a casa de banho. Há sempre aquele clima em que se olha para o outro com desconfiança do que o outro está a fazer e se está a olhar para o que nós estamos a fazer.

-“foi o gajo que “perfumou” assim a casa de banho?”
Ou
-“Será que o tipo vai reparar que eu deixei a casa de banho aromatizada?”

No outro dia entre na casa de banho pouco tempo depois de outro sujeito ter entrado.
Passo então a descrever a acção:
O tipo entrou, tirou um toalhete de limpar as mãos, abriu a torneira, e deixou o papel na torneira. Lavou as mãos esfregando-as intensamente como se tivesse estado a cuidar da horta e precisasse de uma boa esfregadela.

Terminou, fechou a torneira com o mesmo toalhete, e deitou o papel fora.
Tirou novo toalhete, limpou as mãos e tornou a deita-lo fora.
Ainda que os urinóis estivessem vazios, optou por usar uma sanita, no entanto deixou a porta aberta. Nota-se o movimento de abrir o fecho das calças ao que se segue um flectir de perna semelhante a um sapo.

Coloca a mão esquerda na parede em frente, e olhando para baixo, alivia-se!
O movimento muito másculo do sacudir é feito com o movimento das pernas. Aqui não sei se há movimento manual…

No fim, flecte ainda mais as pernas, aparentemente de modo a “arrecadar” o material, endireita-se e sai do cubículo.

Tira um toalhete, abre novamente a torneira com o toalhete, lava novamente as mãos com a mesma intensidade de quem precisa tirar fuligem das mãos, fecha a torneira, deita o toalhete fora, retira um novo, limpa as mãos.
Com esse mesmo toalhete abre a porta que depois de segura com o pé, deita o toalhete fora e segue viagem.
Por muito que tente descrever a acção, é daquelas situações que só mesmo visto, mas tinha de partilhar!


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