segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Formação contínua


A função pública em Portugal tem um problema (um entre vários). Quem por cá trabalha, considera-o como um dado adquirido, logo, não é preciso fazer muito para se manter por cá.

Até mesmo a assiduidade é uma coisa secundária, uma vez que chegando tarde, algum chefe acabará por justificar o atraso.

Aqui à dias houve por ai uma formação para uma aplicação nova. Metade ficou na tasca a beber umas cervejas fresquinhas. Se perguntares, dizem logo “não me pagam para aprender. Não sei e nem quero saber!”.
O resultado é que encontras a malta acima dos 45 anos todos a ler as notícias e no facebook a fazer like’s o dia todo, e encontras a malta mais nova, abaixo dos 35 anos a fazer o seu trabalho e a compensar o trabalho não executado ou mal executado pela malta acima das 45 anos.

Por exemplo, o cromo nº1 passa o dia a imprimir notícias de jornal. Por defeito os computadores estão definidos para imprimir em A4 em impressão económica. A impressora, como é natural, está preparada para imprimir em diversos formatos, no entanto é preciso lá colocar folhas adequadas, o que não acontece…

O tipo mete sempre as impressões nesses formatos, mas nunca sabe como o fez, nem sequer sabe como resolver o problema na impressora. Lá tem alguém que se levantar e ir ao posto de trabalho dele resolver o problema.

Estou seriamente a pensar começar a cobrar parte do ordenado deles cada vez que for resolver problemas deles.
Para que se saiba, hoje não tenho trabalho, fui buscar umas quantas pastas para meter em cima da secretaria para passar oito horas despercebido… 





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