A função pública em Portugal tem um problema (um entre vários).
Quem por cá trabalha, considera-o como um dado adquirido, logo, não é preciso
fazer muito para se manter por cá.
Até mesmo a assiduidade é uma coisa secundária, uma vez que
chegando tarde, algum chefe acabará por justificar o atraso.
Aqui à dias houve por ai uma formação para uma aplicação
nova. Metade ficou na tasca a beber umas cervejas fresquinhas. Se perguntares,
dizem logo “não me pagam para aprender. Não sei e nem quero saber!”.
O resultado é que encontras a malta acima dos 45 anos todos
a ler as notícias e no facebook a fazer like’s o dia todo, e encontras a malta
mais nova, abaixo dos 35 anos a fazer o seu trabalho e a compensar o trabalho
não executado ou mal executado pela malta acima das 45 anos.
Por exemplo, o cromo nº1 passa o dia a imprimir notícias de
jornal. Por defeito os computadores estão definidos para imprimir em A4 em
impressão económica. A impressora, como é natural, está preparada para imprimir
em diversos formatos, no entanto é preciso lá colocar folhas adequadas, o que
não acontece…
O tipo mete sempre as impressões nesses formatos, mas nunca
sabe como o fez, nem sequer sabe como resolver o problema na impressora. Lá tem
alguém que se levantar e ir ao posto de trabalho dele resolver o problema.
Estou seriamente a pensar começar a cobrar parte do ordenado
deles cada vez que for resolver problemas deles.
Para que se saiba, hoje não tenho trabalho, fui buscar umas
quantas pastas para meter em cima da secretaria para passar oito horas
despercebido…

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