quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A consciencia mora lá ao fundo


Nesta sala mora um sujeito do qual não há muito para falar. Mora lá ao fundo, escondido atrás de pastas e mais pastas, mesmo juntinho da parede. 

Alguém teria de habitar naquele lugar, no entanto é o local indicado para este indivíduo. Do ponto de vista dele, são todos inimigos à sua personalidade, e como tal, passa o tempo a rosnar e a esbracejar. Visto daqui, parece que os braços fazem parte do monitor e é o monitor que sacode os braços como quem comanda a orquestra.

O cromo nº1 passa o tempo a falar, é daquelas pessoas que falam o que pensam ipsis verbis, no entanto normalmente é uma coisa muito introspectiva. A coisa às vezes muda. O senhor lá do fundo funciona para o cromo nº1 como o aquele diabo que aparece por cima do ombro a segredar coisas ao ouvido. Normalmente a meter veneno para avivar a conversa com o cromo nº2.

A coisa muda de figura quando a brincadeira se vira para o lado dele. Quando assim é, começa logo a espernear e a prometer violência tal e qual um miúdo que não se deixou jogar à bola.
“Amanhã trago a minha bola nova de cautchu e não vos deixo jogar…” (esta da bola de cautchu só vai funcionar em cérebros com mais de 30 anos…)



No mesmo dia, mais tarde diz o senhor do fundo para o cromo nº1:

-"Não fales comigo. Vou fazer queixa de ti..."

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